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Como muitos não gostam do Copilot, a Microsoft está repensando sua estratégia de IA no Windows 11.

Pessoa trabalhando em laptop com tela do Windows 11 em mesa com caderno, caneca e quadro de planejamento ao fundo.

A empresa de Redmond está ajustando sua estratégia para a IA voltada ao grande público, especialmente no caso do Copilot. O nome vem desaparecendo aos poucos do Windows 11, e o aplicativo principal já não é mais instalado por padrão. Essa mudança de aparência esconde, na verdade, uma reorganização interna.

Microslop: talvez você já tenha se deparado com esse termo na internet. Trata-se de uma velha piada usada para zombar da Microsoft e de seus sistemas operacionais por vezes pesados. A expressão voltou a circular recentemente para criticar o uso excessivo do Copilot no Windows 11. A empresa de Redmond parece ter percebido o incômodo dos usuários e, por isso, decidiu rever sua estratégia em torno da inteligência artificial.

O Copilot foi a grande vitrine da Microsoft nos últimos anos. O Windows 11 vinha se direcionando cada vez mais para a IA, e praticamente tudo ligado a essa tecnologia recebia o rótulo genérico de Copilot. Basta observar o surgimento dos PCs Copilot+, uma certificação criada pela Microsoft para máquinas com potência suficiente para rodar IA localmente (mínimo de 40 TOPS). Mas a direção muda em 2026, já que o termo Copilot começa a sumir gradualmente do sistema operacional. Uma das decisões mais visíveis envolve o Microsoft 365 Copilot, que deixará de ser instalado automaticamente nos PCs. É um símbolo importante, considerando o destaque dado à IA integrada ao pacote Office nas campanhas da empresa. Além disso, o aplicativo Copilot deixará de existir como app independente e passará a ser uma página integrada ao Edge.

Microsoft pisa no freio com o Copilot

Essas mudanças podem parecer pequenas à primeira vista, mas revelam uma guinada mais profunda dentro da própria Microsoft. Segundo o Windows Central, a gigante teria decidido reduzir o uso do termo Copilot desde o adiamento do polêmico Recall, em 2024. Isso não significa que a inteligência artificial esteja sendo deixada de lado no Windows 11, mas sim que o nome Copilot, que se tornou um verdadeiro fator de rejeição, está sendo gradualmente aposentado. Na barra de busca, nas notificações, no Edge, nas configurações... trata-se de uma mudança de linguagem pensada para diminuir a irritação de usuários cansados de encontrar “Copilot” em todo lugar.

Na prática, esse ajuste reflete turbulências internas na Microsoft. O jornal L’Usine Digitale repercute uma carta interna de Satya Nadella, CEO da empresa, datada de 17 de março. Nela, ele anuncia a fusão das áreas de IA para consumidores e para empresas em um “esforço unificado”. Quem comandará essa nova divisão será Jacob Andreou, da Microsoft IA. O objetivo será repensar a inteligência artificial da empresa, especialmente a estratégia envolvendo o Copilot e os usos oferecidos por ele. A intenção, claro, é tornar a IA do Windows mais natural e mais “aceitável” para o público em geral, tanto na experiência de uso quanto no design e na forma como se integra aos nossos hábitos.

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