Há um detalhe: trata-se de uma conversão proporcional, não de uma comparação direta com atletas no estádio
Durante uma meia maratona em Pequim, foi realizada uma prova dedicada a robôs humanoides. A Unitree levou para a largada o seu robô humanoide H1, que completou sozinho um percurso de 1,9 km, com várias curvas, em 4 minutos e 13 segundos.
Segundo a fabricante, o desempenho foi obtido com uma versão modificada do H1 (modelo de 2023). Na bateria classificatória, o robô percorreu o trajeto de forma autónoma, sem operador interferindo no controle do movimento ao longo da distância.
O que mais chamou atenção, porém, foi a leitura do tempo. Se o resultado do robô for convertido proporcionalmente para a distância padrão de 1500 metros, o número, no papel, fica melhor do que o recorde mundial humano. Foi isso que levou a Unitree a afirmar que o H1, na bateria de hoje, “quebrou o recorde mundial humano nos 1500 metros” - ainda que se trate justamente de uma equivalência por regra de três, e não de uma comparação direta, nas mesmas condições, com atletas de pista em um estádio.
E esse não é o primeiro resultado de impacto atribuído ao H1. Antes, a Unitree já havia divulgado que o robô estabeleceu um novo recorde de velocidade nos 100 metros, chegando a correr a até 10 metros por segundo. Como referência, o melhor resultado humano no sprint costuma ser associado a Usain Bolt.
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