Nesta semana na ciência: a origem inquietante de por que pessoas com esquizofrenia ouvem “vozes na cabeça”; a química que transforma o “café de cocô” numa iguaria; como seres humanos talvez aprendam a respirar pelo bumbum; e muito mais.
Teoria de 50 Anos Sobre as “Vozes” da Esquizofrenia é Confirmada por Estudo Recente
Novas evidências indicam que pessoas com esquizofrenia escutam “vozes na cabeça” porque o cérebro interpreta a fala interna como se viesse de fora.
“Quando falamos - mesmo que só na nossa cabeça - a parte do cérebro que processa sons do mundo exterior fica menos ativa”, explica Thomas Whitford, pesquisador de psicologia na Universidade de Nova Gales do Sul. “Isso acontece porque o cérebro prevê o som da nossa própria voz. Mas, em pessoas que ouvem vozes, essa previsão parece dar errado, e o cérebro reage como se a voz estivesse vindo de outra pessoa.”
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Chip Revolucionário de Próteses Oculares Restaura a Visão em Marco Médico
Um chip minúsculo implantado nos olhos de pessoas com degeneração macular devolveu a visão central a 80% dos pacientes em um ensaio de 12 meses.
“Antes de receber o implante, era como ter dois discos pretos nos meus olhos, com a parte de fora distorcida”, conta Sheila Irvine, paciente do ensaio. “Eu era uma devoradora de livros, e queria isso de volta. Eu estava nervosa, animada, tudo isso. Não houve dor durante a operação, mas você ainda percebe o que está acontecendo. É um jeito novo de enxergar pelos seus olhos, e foi incrivelmente empolgante quando comecei a ver uma letra.”
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O Café Mais Caro do Mundo é Quimicamente Diferente Porque é Literalmente Cocô
O café mais caro do mundo - preparado a partir do cocô de pequenos mamíferos - apresenta um aumento de compostos de sabor, segundo uma análise química.
“Essas observações são compatíveis com a hipótese de que o processo digestivo da civeta, que inclui fermentação natural junto com a ação enzimática, modifica a composição química dos grãos, intensificando o sabor e contribuindo para as características sensoriais distintivas do café de civeta”, escrevem os autores no artigo publicado.
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Perder Peso Não é Essencial Para Reverter a Pré-Diabetes, Mostra Novo Estudo
Um estudo com pessoas em condição de pré-diabetes constatou que, para evitar a progressão da doença, há fatores mais relevantes do que apenas emagrecer.
“No futuro, diretrizes para a prevenção e o tratamento do diabetes tipo 2 não devem considerar apenas o peso, mas sobretudo o controlo da glicose no sangue e os padrões de distribuição de gordura”, afirma Reiner Jumpertz-von Schwartzenberg, da Universidade de Tübingen.
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Ensaios em Humanos Nos Aproximam de Respirar Pelo Bumbum
Em breve, poderemos respirar pelo bumbum. Um ensaio no Japão mostrou que é seguro administrar oxigénio por via retal, como alternativa em casos de vias aéreas bloqueadas.
O método é chamado de “ventilação enteral”, e os pesquisadores imaginam que, em humanos, isso envolveria aplicar diretamente no reto um líquido de perfluorcarbono com uma concentração muito alta de oxigénio. A proposta é que o oxigénio atravesse as paredes intestinais e chegue à corrente sanguínea, contornando qualquer dificuldade que o paciente possa ter para respirar da forma tradicional.
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Remédios que Baixam o Colesterol Também Podem Reduzir o Risco de Demência, Diz Grande Estudo Novo
Medicamentos que reduzem o colesterol, como as estatinas, podem trazer um benefício extra: diminuir o risco de demência, de acordo com um novo estudo de grande porte.
A equipa observou uma correlação marcante entre perfis genéticos que indicavam colesterol baixo e um risco menor de demência, o que sugere que os caminhos biológicos influenciados por genes que mantêm o colesterol reduzido - e que são alvo de estatinas e ezetimiba - também afetam a probabilidade de demência.
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