O novo Renault Clio carrega um legado de respeito: é o carro mais vendido em Portugal nos últimos 30 anos.
Você conhece o ditado «em equipa que ganha não se mexe»? Aparentemente, os franceses não seguem essa lógica - e, por isso, refizeram o novo Renault Clio (6ª geração) do começo ao fim.
Da geração anterior do Renault Clio (2020-2025), sobrou muito pouco (ou quase nada). O visual foi completamente redesenhado, a tecnologia evoluiu bastante e até as dimensões da carroceria mudaram.
No vídeo, eu detalho todas essas diferenças. Foi um primeiro contato realizado entre Lisboa e Cascais, cenário escolhido pela marca francesa para apresentar esta 6.ª geração do Clio a mais de uma centena de jornalistas de vários países europeus.
Já adianto que nem tudo é motivo de comemoração. A tributação automotiva em Portugal deve complicar a vida da versão híbrida do Clio:
Visual renovado e interior mais espaçoso do novo Renault Clio
Como comentei no vídeo, o novo Renault Clio ficou maior em todas as medidas. Ainda assim, a mudança que mais salta aos olhos é o estilo - e há quem diga que a Renault foi longe demais.
Se antes a carroceria era marcada por linhas mais arredondadas, agora o novo Renault Clio assume um ar mais agressivo, inédito no modelo. Faróis mais estreitos, grade dianteira em destaque e assinatura luminosa traseira dividida em duas partes… tem um pouco de tudo.
Por dentro, felizmente, também tem “um pouco a mais” - e aí no melhor sentido: mais tecnologia, mais equipamentos e mais espaço. Se o resultado externo pode dividir opiniões, no interior é difícil contestar que o novo Renault Clio representa uma evolução clara em relação ao anterior.
A base já era competente - inclusive, tivemos a chance de dirigir a geração passada bem recentemente. Mas a inclusão de um sistema de infoentretenimento com base Google e um esforço maior na isolação acústica elevaram bastante a experiência a bordo desta nova geração.
Melhor na estrada
A direção ficou mais direta, e o comportamento dinâmico também evoluiu. Essa melhora aparece ainda mais quando o ritmo aumenta. Acreditem que com 160 cv ao serviço do «pé direito» é muito fácil ir rápido…
O ponto negativo é que, nesta apresentação, só consegui testar o novo Renault Clio na configuração E-Tech Hybrid. Ela é a mais potente da linha e, ao mesmo tempo, a mais econômica. Porém, terá um adversário difícil: a tributação em Portugal. Como explico ao longo do vídeo, o ISV do país pesa bastante contra esse tipo de motorização.
Neste Reels do Instagram, você encontra o resumo do impasse fiscal que os portugueses devem encarar. Um dilema que tem preço: mais de 4000 euros.
Deixando a performance de lado, vamos ao que costuma ser decisivo neste segmento: conforto. Como mencionei antes, o isolamento acústico do interior melhorou.
Já o conforto da suspensão, sendo bem sincero, me parece muito parecido com o da geração que saiu de cena. O interessante aqui é que a dinâmica ficou melhor sem sacrificar essa característica tão valorizada nos carros franceses.
Dá para perceber que o Clio nasceu, estudou e se formou na «escola» francesa - algo relevante quando se leva em conta a “escola” das estradas portuguesas…
Quanto custa?
Em Portugal, a linha de entrada começa com três alternativas. Na base está o motor TCe 115 (com câmbio manual ou automático EDC). Em seguida, aparece o conjunto híbrido E-Tech Full Hybrid de 160 cv. No meio deste ano, chega mais uma opção - possivelmente a mais atraente: a ECO-G 120 EDC, a GPL.
Falando de preços, os valores partem de 21 990 euros. Confira o preço de todas as versões do novo Renault Clio:
Quanto aos equipamentos, a nova geração do Clio passa a ser oferecida em três níveis - evolution, techno e esprit Alpine -, todos eles (segundo a Renault) com uma lista bem generosa.
Na versão de entrada, por exemplo, já dá para encontrar itens como controle de cruzeiro adaptativo, freio de estacionamento elétrico com função auto-hold, alerta de fadiga, tela central de 10,1” com Apple CarPlay e Android Auto e sensores de estacionamento traseiros.
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